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M&A ganha ritmo em setores resilientes mesmo com juros elevados

O mercado de fusões e aquisições (M&A) retomou uma trajetória de avanço em ritmo consistente, mesmo em um contexto marcado por juros elevados, volatilidade cambial e eleições presidenciais em 2026. As transações têm se concentrado em setores resilientes, como infraestrutura, energia, life sciences, agronegócio e tecnologia, impulsionadas pela combinação entre previsibilidade de receitas e busca por eficiência operacional. Fundos de private equity retomam operações de forma gradual, aproveitando valuations mais equilibrados, enquanto empresas de médio porte ampliam presença em movimentos de capitalização e reorganização societária. Para acomodar o ambiente mais exigente, estruturas como earn-outs e joint ventures têm ampliado alternativas e facilitado a execução das transações.

O dinamismo observado em 2025 criou a base para esse avanço, ao consolidar a força dos setores mais resilientes e ampliar a atuação tanto de fundos de private equity quanto de empresas de médio porte. A partir desse contexto, o mercado evolui para um ciclo caracterizado por maior sofisticação estrutural, diligência reforçada e foco ampliado em ativos capazes de sustentar retornos em um ambiente ainda desafiador. Esse movimento tende a qualificar as transações e fortalecer a previsibilidade à medida que o cenário econômico apresentar sinais de estabilização.

Empresas com governança sólida, controles definidos e que tenham se estruturado internamente para um processo de diligência organizado sairão na frente dos seus concorrentes no que diz respeito à atração de investimentos em um mercado de M&A cada vez mais competitivo

Rodrigo Arthur Carvalho
Sócio de Societário/M&A

As dinâmicas nos setores de infraestrutura (em especial, data centers), energia, life science, agro e tecnologia deverão se intensificar com maior atuação de fundos de private equity e movimentos de consolidação setorial

Sabrina Naritomi
Sócia de Societário/M&A